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Assembleia Geral da World Steel Association (WSA) aconteceu em Tóquio  em outubro e reuniu representantes da indústria de todo mundo, incluindo o Brasil

A tecnologia na indústria automobilística, as tensões comerciais entre países, o impacto climático e as demandas globais por aço foram os assuntos abordados na abertura da Assembleia Geral da World Steel Association (WSA), que aconteceu em Tóquio, no Japão entre os dias 16 e 18 de outubro. O presidente da Nippon Steel e Sumitomo Metal Corporation (NSSMC) e também presidente da WSA na gestão 2017/2018, Kosei Shindo, apresentou os temas principais da conferência para os representantes de siderúrgicas de todo o globo.

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“O ambiente de negócios que envolve a indústria siderúrgica mundial é favorável em geral. A demanda por aço está crescendo gradual e continuamente contra o pano de fundo de uma economia mundial forte. No entanto, existem muitas incertezas no ambiente macroeconômico, como o aumento das tensões comerciais mundiais ou o resultado das negociações do Reino Unido para a retirada da União Europeia. Estou prestando muita atenção em como esses riscos afetarão as tendências futuras”, disse em seu discurso de abertura  

Durante o evento, Shindo clamou aos governos que mantenham ativo o Fórum Global sobre Excesso de Capacidade de Aço, criado em 2016 para debater políticas que distorcem as demandas de produtos de aço, que tem duração de três anos. “A abordagem multilateral do Fórum Global de trocar informações sobre a evolução da capacidade do aço bruto e as políticas governamentais que afetam o excesso de capacidade, incluindo subsídios que distorcem o mercado e outras medidas de apoio do governo, tem sido eficazes até o momento. Essa continuação, com sua contribuição para a construção de comércio de aço livre e justo, ajudará a garantir o desenvolvimento sustentável da indústria siderúrgica.”.

O presidente da WSA chamou também a atenção também para o aumento das tensões comerciais, depois da invocação do artigo 232 da Trade Expansion Act pelos Estados Unidos. “A indústria siderúrgica mundial deve prestar muita atenção não só ao impacto direto da invocação, mas também ao impacto indireto da aplicação ampliada a automóveis e partes relacionadas, bem como aos efeitos inibitórios sobre o comércio e investimento causados ​​por restrições comerciais impostas por cada país como contramedidas. Reafirmo que o sistema de comércio justo e livre serviu de base para o desenvolvimento da economia mundial e espera que essas questões comerciais sejam adequadamente tratadas”.

Por último e não menos importante a WSA analisou o impacto das questões do aquecimento global na indústria siderúrgica e discutiu a direção que a indústria deve adotar. “Atualmente, estamos trabalhando para melhorar a eficiência energética e reduzir as emissões de CO2, aplicando as melhores tecnologias de nível 15% que lideram a indústria siderúrgica mundial para os membros do WSA. Também é importante promover atividades educacionais a partir da perspectiva da Avaliação do Ciclo de Vida, a fim de melhorar a imagem do aço como um material ambientalmente amigável”, disse Shindo.

Anualmente, a Assembleia Geral da WSA reúne os principais players do mercado do aço para debater as tendências mundiais do setor, que inclui apresentações, painéis e mesas de debate. Neste ano, a 51ª edição aconteceu em Tóquio, no Japão. A última edição no Brasil aconteceu em São Paulo em 2013. A World Steel Association é uma entidade mundial do aço que representa 160 produtores de aço em todo o globo.

Fonte: www.22graus.com.br