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Após ajuste de projeções macroeconômicas o crescimento esperado para o PIB deste ano é de somente 1,4%.

Mercado ajustou suas projeções macroeconômicas para 2018: inflação e crescimento mais fracos

Segundo boletim divulgado pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos [Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.] baseado no relatório Focus, pelo Banco Central, o mercado ajustou suas projeções para a inflação e o crescimento deste ano.

 A mediana das projeções para o IPCA de 2018 foi ajustada de uma alta de 4,16% para outra de 4,05%, enquanto que para o ano que vem seguiu apontando para uma elevação de 4,11%.

Já a mediana para o crescimento do PIB foi revisada de 1,44% para 1,40% para este ano, mantendo-se estável em 2,50% para 2019. As medianas das projeções da taxa de câmbio no encerramento deste ano e do próximo foram mantidas em R$/US$ 3,80 e R$/US$ 3,70, nessa ordem. Por fim, as expectativas para a taxa Selic permaneceram em 6,50% e 8,00% no final de 2018 e 2019, respectivamente

O IPCA registrou queda de 0,09% em agosto, de acordo com os dados divulgados na última quinta-feira pelo IBGE. O resultado veio abaixo da projeção (-0,01%) e da mediana das expectativas do mercado (0,0%).

O recuo em relação a julho, quando o índice avançou 0,33%, refletiu principalmente a variação negativa no grupo transportes, que desacelerou de 0,49% para -1,22%, por conta, majoritariamente, dos reajustes nos preços de passagens aéreas. Tais preços saíram de uma alta de 44,51% em julho para uma deflação de 26,12% nesta leitura.

Já em relação ao número esperado pelo DEPEC, embora o erro tenha se concentrado no mesmo grupo, a surpresa baixista foi devida à deflação maior do que a esperada em gasolina. No mesmo sentido, os preços de habitação passaram de uma alta de 1,54%, no mês anterior, para outra de 0,44%, enquanto os preços de alimentação e bebidas seguiram em deflação (-0,34%, contra -0,12% em julho). Por outro lado, os preços de saúde e cuidados pessoais oscilaram de 0,07% para 0,53%, e a variação dos preços de vestuário avançou de -0,60% para 0,19%, dada a sazonalidade do grupo, refletindo a entrada de novas coleções. Com isso, o IPCA acumulou elevações de 4,19% nos últimos doze meses e de 2,85% neste ano. Para o próximo mês, esperamos uma variação em torno de 0,38%.