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O empreendedor e escritor Janguiê Diniz lançou recentemente um livro que traça um paralelo entre ausência de educação e as brechas aproveitadas para o aprofundamento da corrupção no Brasil.

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Após o auge das manifestações que tomaram o Brasil em meados de 2014, a política nacional entrou em declínio com a instauração de inúmeras investigações da Polícia Federal, investigações e a prisão de vários nomes fortes do cenário político. Esse foi o cenário inspirador para o 17º livro do empreendedor Janguiê Diniz, intitulado “Falta de Educação gera corrupção” e que foi lançado no ultimo dia 28 de junho na UNINASSAU, que fica na praia de Boa Viagem no Recife.

Publicado pela editora Novo Século e com o prefácio assinado pelo jornalista, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras – ABL, Arnaldo Niskier, a obra traz textos sobre corrupção e suas consequências, para instigar uma reflexão sobre os caminhos que o Brasil vem tomando, com intuito de promover o desenvolvimento do nosso País. Entre os artigos do livro, também há discussões sobre política, educação, esportes, meio ambiente, economia e desenvolvimento, incitam a reflexão de diversos problemas pelos quais passam os brasileiros rotineiramente.

“A corrupção é um dos maiores problemas na atualidade e enganam-se aqueles que pensam que este é um problema ligado apenas à política. Na prática, ser corrupto é utilizar poder ou algum tipo de facilidade para conseguir vantagens que atendam aos próprios interesses ou de familiares e amigos. Entretanto, ao contrário do que costumamos ouvir, acredito que é uma generalização abusiva dizer que o brasileiro, em sua essência, é corrupto”, explica Janguiê.

A ideia do tema partiu de uma observação pessoal, quando foram trazidas a público a descoberta de malas de dinheiro, superfaturamento de obras e desvios de verbas que levaram o Brasil a enfrentar sua pior crise: uma crise ética. Como consequência, o Brasil caiu na avaliação do ranking de confiança econômica mundial e também na percepção da população em relação à corrupção. Um dos alertas que os textos de Janguiê trazem são as consequências da corrupção: o prejuízo direto ao desenvolvimento e bem-estar da sociedade; a diminuição dos investimentos públicos na saúde, na educação, em infraestrutura, segurança, habitação, entre outros direitos essenciais à vida; e o ferimento criminal da Constituição quando se amplia a exclusão e a desigualdade social.

Com base em dados do Índice de Percepção de Corrupção Mundial, os países com menores índices de educação e igualdade do mundo tendem a ter as maiores taxas de corrupção mundial. Assim, entende-se que as sociedades menos educadas e mais desiguais são as que mais apresentam corrupção e as sociedades que menos se queixam de corrupção tendem a ser mais educadas e mais igualitárias. Como exemplo, citamos a Dinamarca, que possui uma economia mista capitalista e um estado de bem-estar social, e tem um dos maiores índices educacionais e de igualdade do mundo, tendo sido considerado em 2011, o país com menor índice de desigualdade social do mundo e de menor taxa de corrupção.

Janguiê defende que a saída para evitar que a corrupção continue assolando o Brasil são investimentos em educação. Apenas assim poderemos ter uma população esclarecida e que irá fazer valer os seus direitos em todas as esferas. “O acesso amplo à educação de qualidade é um antídoto contra a corrupção. Essa afirmação vem respaldada por uma pesquisa, publicada no ano passado, sobre a percepção de desvios e a evolução da escolaridade em 78 países desde 1870, elaborada pelo cientista político sueco Bo Rothstein”, completa.