Banner Superior 2

capaGC2017
Tubos 2017

SB_Mkt_Geral


JÁ DÁ PARA ENXERGAR A LUZ NO FIM DO TÚNEL
O momento pede otimismo e mudanças profundas no pensamento das empresas. E é triste dizer, mas quem não tiver disposição para a mudança e nem tiver cuidado de seu quintal, com toda certeza, vai enfrentar sérias dificuldades para competir.
 
Henrique Pátria
Marcus Frediani
 
No começo de 2017, os sinais de recuperação do Brasil são muito intensos. Não chegamos à euforia, aliás, longe disso. No entanto, dez entre dez empresários consultados para nos ajudarem a compor a reportagem especial sobre "Cenários & Mercados", que você vai ler nas próximas páginas, se dizem contagiados por uma sensação de alívio e boas expectativas, não só com os novos caminhos que o Brasil vem percorrendo, como também em termos de futuro da economia brasileira.
A tal "pinguela", passagem tosca e improvisada, como assim se referiu ao governo Michel Temer o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em dezembro do ano passado, em entrevista ao jornalista Mario Sergio Conti, durante o programa "Diálogos", da GloboNews, está sendo substituída por uma ponte de bases mais sólidas.
A morosidade com que se deu a substituição da presidente Dilma Rousseff – que era absolutamente necessária para transmitir ao mundo a sensação de que o Brasil ingressara de vez na era democrática – paralisou, por quase meio ano, as mais incipientes atividades empresariais do país. Desde o mais humilde pasteleiro de feira até os mais importantes empresários viram seus negócios naufragarem em uma estagnação sem comparativo na história recente de nossa nação. E os números do fracasso da gestão petista estão por todos os lados, sendo o mais contundente a estatística que aponta que 13 milhões de brasileiros estão desempregados e, o que é pior, com viés de alta.
A partir da conclusão do processo de posse do novo presidente, passamos a respirar novos ares. Hoje, pode até se questionar se as medidas tomadas pelo governo Temer são as ideais, ou aquelas que vão surtir os efeitos necessários, nos prazos apropriados, para a recolocação da locomotiva da economia brasileira nos trilhos. Mas, a grande verdade é que o brilho nos olhos, a coragem, as atitudes e a torcida, principalmente dos empresários, para que tudo dê certo já representa a maioria no Brasil.
É lógico que não há a “varinha mágica” capaz a endireitar tudo com a velocidade que desejamos para trazer de volta o condão da lucratividade para as empresas nacionais. Mas recomendamos que leiam com atenção, neste Anuário Brasileiro da Siderurgia 2017, as entrevistas, consultas e análises que recolhemos com exclusividade para nossos leitores, tendo como fontes alguns dos maiores especialistas e profissionais de mercado, de uma ampla e variada gama de setores de atuação, e percebam, como nós notamos, com surpresa e alegria, que todos eles manifestam esperança e perspectivas bastante positivas para este ano que está apenas começando.
E há, ainda, o problema político a ser solucionado, uma vez que, por enquanto – e acreditamos que por um bom período no futuro –, teremos que conviver com a questão crônica das mazelas dos poderes constituídos, e com os problemas relacionados ao fato de, tristemente, ainda não contarmos entre nossos representantes com uma parcela dominante de homens públicos capacitados e com estatura moral para atuar com lisura e eficiência em nossas esferas governamentais – haja vista a Operação Lava Jato.
Em linha com essa demanda, esperamos contar também, ao longo dos próximos anos, com a figura de eleitor mais bem informado e consciente de que seu voto é precioso, e só deve ser dado à gente competente, imune às tentações e maracutaias que insistem em permear a vida pública, sob a forma de subornos, propinas, apadrinhamentos, corrupção e o malfadado "jeitinho brasileiro", que sempre busca, por vias tortas, dar solução às mais variadas questões de interesse nacional.
Notamos, ainda, na fala de vários dirigentes de entidades, que os seus associados, na sua maciça maioria, já fizeram sua lição de casa, enxugando despesas, cortando gastos desnecessários, buscando melhorar sua produtividade e mais bem se posicionado para enfrentar o acirramento da concorrência, pois sabem que, a partir de agora, o mercado será cada vez mais seletivo. Em outras palavras, quem não cuidou de seu quintal, com toda a certeza, vai enfrentar sérias dificuldades para competir. E, o mais triste dessa história toda, será que ainda teremos a lamentar a memória de todos aqueles que, infelizmente, ficaram pelo caminho.