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CAMINHO SINALIZADO
Ao invés da “nau sem rumo”, como disse Raul Velloso, ex-ministro do Planejamento, na sua entrevista no Anuário Brasileiro da Siderurgia do ano passado, o Brasil passou a ser “um país tentando encontrar seus caminhos”.
É descomunal o número de coisas a serem consertadas no curto prazo. Erros, corrupção, desvios e desconfianças de tudo e de todos pairam no ar, mas a fotografia atual nos faz acreditar que vamos reencontrar os anos dourados do crescimento e do desenvolvimento. A verdade é que, se fizermos um balanço do que tínhamos há exatos 12 meses – quando lançamos o Anuário de 2016 – e os dias atuais, vamos perceber que várias situações já mudaram para melhor.
A começar pela condução do país, uma vez, que após o interminável processo de impeachment de Dilma Rousseff, que se arrastou até além do meio do ano passado, temos agora o presidente Michel Temer, empossado após o cumprimento de todo o rito processual definido, e corroborado pelo Supremo Tribunal Federal.
Mas qual é mesmo a fotografia do momento? O novo governo, que tem pouco mais de seis meses, conseguiu aprovar várias medidas importantes para o Brasil. Citando algumas: a Lei do Teto dos Gastos Públicos, com o retorno da responsabilidade fiscal dos governantes; a lei proibindo que dirigentes partidários sejam indicados para as estatais, reservando esse lugar para profissionais que tenham, no mínimo, dez anos de experiência no setor; a repatriação de recursos, ainda não concluída; a revisão completa nos programas sociais, com auditoria em programas tipo Bolsa Família, Lei Rouanet e auxílios-doença, entre outros programas previdenciários; corte de mais 5.000 cargos comissionados na esfera federal; liberação dos saldos de contas inativas do FGTS, visando a incentivar a economia; recuo na taxa de juros; e controle da inflação entre outros avanços.
Mas há ainda muito a ser feito. Entre os empresários, as noticias também são positivas. O Portal da Indústria, site mantido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgou agora, em fevereiro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI). E os números mostram que o crescimento foi de mais de 16% em relação a fevereiro do ano passado, atingindo a 53,1 pontos, quando a média histórica dos últimos seis anos é de 54,1 pontos.
Há 20 meses a indústria paulista não apresentava um resultado positivo na geração de emprego. Por isso, outro fato que aconteceu em janeiro de 2017, também é digno de registro: segundo os dados do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, foi registrado um saldo positivo na empregabilidade. Ou seja, foram contratados mais funcionários do que dispensados pela indústria. O número ainda é tímido, (0,31%), mas já mostra uma tendência.
O nosso Anuário Brasileiro da Siderurgia 2017 mostra esse movimento positivo, embora que ainda com algumas reservas, os líderes empresariais, consultores e especialistas entrevistados não titubearam em afirmar que estamos no caminho da retomada. Sabemos que ainda falta muito. Convivemos, ainda, com manifestações perversas de políticos, que incendeiam todos os dias as manchetes dos principais veículos da Imprensa. Há problemas de corrupção e desvios que parecem nunca acabar. Mas, já demos os primeiros passos.
Para terminar preferimos ficar com a notícia boa de que o Banco Central registrou, em janeiro, a entrada de US$11,5 bilhões em investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira, que representa, simplesmente, o melhor resultado para o mês de janeiro, desde que começou a série histórica do cômputo dos investimentos, em 1995. Em outras palavras, muita coisa boa vem por aí!
Boa leitura!
Henrique Isliker Pátria
Editor