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Qual é a fotografia do momento
 
Já conseguimos enxergar uma fotografia um pouco mais clara do momento empresarial brasileiro, mas ainda há áreas sombrias e de difícil interpretação. É complicado cravar uma afirmação que seja definitiva e livre de qualquer contestação, apesar de claros sinais de otimismo.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) faz uma pesquisa permanente com empresários e divulga o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), que exibe uma percepção de como os empresários enxergam os seus cenários. Esse índice vai de 0 a 100, sendo que abaixo de 50 pontos, os sinais são de desconfiança, e acima desse número, consequentemente, os sinais são positivos. Portanto, o número 50 é o break even point da série. Pois bem, na medição efetuada em janeiro de 2018, o índice atingido foi de 59 pontos. Essa cifra significa que a confiança vem crescendo já pelo sexto mês consecutivo, e é o maior desde abril de 2011, quando o registro foi de 59,5 pontos.
Para completar a informação, em janeiro de 2016, esse índice era de 36,5 e, em janeiro de 2017 – portanto, há um ano – era de 50,1. A média geral da série histórica desde a criação está em 54,1 pontos.
Se trouxermos esta medição exclusivamente para empresários paulistas, ligados à Fiesp, vamos descobrir que a expectativa para os próximos seis meses é de atingirmos a expressiva marca de 61,2 pontos.
Mais do que simples números, a matemática nos ajuda a enxergar a tal foto com um pouco mais de nitidez. Se, de um lado, ainda lutamos para nos livrar do período de recessão que vivemos na última década – e que levou de roldão um sem número de empresas e empregos, demolindo o sonho de milhões de pessoas –, de outro, ele nos ensinou várias lições de administração e finanças. Estas passam pelo nível de endividamento, pelo controle irrestrito dos custos fixos e pela manutenção de uma fatia de mercado (share), porque mesmo que esse tal mercado diminua de tamanho, a proporção de redução será, no mínimo, igual para todos.
Olhando por outro ângulo, o mundo também já não é mais o mesmo. Não dá mais para enxergar seu concorrente como uma empresa que está na outra esquina, ou mesmo em outro estado brasileiro. Com a globalização e a competitividade mundial, você pode agora estar fabricando um produto que o seu concorrente, instalado na China ou na Índia ou em algum país da América do Sul ou da África, também está fazendo. E ele, virá certamente disputar o seu mercado.
Nas próximas páginas deste Anuário Brasileiro da Siderurgia 2018, você vai encontrar matérias falando de Indústria 4.0, de robotização, de armazenamento de dados integrados em nuvem, orçamento base zero e uma série de novas exigências que a empresa moderna terá de se inteirar. E, mais do que isso, aplicar o máximo possível de tais conceitos e propostas em sua administração, para não ficar para trás. Então, veja se não é hora de procurar um consultor.
Não é muito fácil aceitar isto, pois tudo que é novo é desafiador e gera desconfiança. Ainda existem os que acreditam que sempre fizeram assim e, se deu certo, por que mudar agora? Eu vou dizer: por uma razão muito simples. Se não mudar, fecha!
 
Em síntese: tudo vai ficar diferente, e se você não acompanhar o nível de desenvolvimento e competitividade que o mundo impõe, vai ficar para trás e arriscar a própria sobrevivência de sua empresa. E, sem condições para competir, adeus resultados. Pense nisso. Leia atentamente as reportagens, entrevistas e artigos deste nosso Anuário e veja se não tenho razão!
 
Boa leitura!
 
Henrique Isliker Pátria
Editor Chefe