Setor de máquinas tenta retomar fôlego.

Consumo interno vem segurando a produção, mas as exportações estão abaixo das expectativas.

Segundo dados divulgados pela Abimaq no último dia 30 de julho, o setor de máquinas e equipamentos registrou retração nas suas atividades em junho de 2019. Em relação ao mês de maio/19 a queda nas vendas foi de 6,1% e em relação ao mesmo período do ano anterior, a queda foi ainda maior, atingindo 12,1%.

O problema localizado é que apesar da demanda interna ter crescido em 10,2% no semestre, os esforços de exportações não têm alcançado os resultados esperados.

Com os resultados de junho foi eliminada boa parte da taxa de crescimento acumulada no semestre pelo setor.

Apesar da maioria das pesquisas apuradas mostrarem que a confiança do empresário havia voltado no inicio do ano, na prática tal cenário mudou um pouco e os dados mais recentes mostram que houve uma desaceleração nas atividades econômicas e que este cenário está presente em quase todas as atividades.

A desaceleração das vendas de máquinas e equipamentos no mercado interno e externo vem sendo demonstrada nos últimos resultados. Ainda que o semestre tenha encerrado com resultados acima dos observados em 2018, período cuja atividade foi influenciada negativamente pela paralisação dos caminhoneiros, esta melhora vem claramente diminuindo no mês a mês e já preocupa.

As exportações novamente recuaram. Desta vez 8% em relação ao mês anterior e se considerarmos a amostra anual o recuo em valores atingiu 22,5%, passando de US$ 880 milhões em junho de 2018, para US$ 681 milhões agora em junho de 2019.

Segundo interpretação da diretoria da Abimaq a acentuada desaceleração do comércio internacional, em razão das tensões entre EUA e China e a crise na Argentina ajudam a explicar a queda nas exportações de máquinas observada no primeiro semestre/19.

Mesmo assim a ociosidade da indústria diminuiu e a capacidade instalada chegou a ser utilizada em 76%, pouco acima do que havia sido observado em período idêntico no ano passado. A carteira de pedidos pode ser considerada estável e a capacidade de utilização de mão de obra conta com 307.526 pessoas ocupadas com um aumento de quase 7.000 postos de trabalho no setor em relação ao ano de 2018.

Fonte: www.abimaq.org.br