A ÁRDUA MISSÃO DA ECONOMIA

Temos um ministro da Economia de ponta, com vários títulos internacionais, reconhecido mundialmente como um homem de sucesso na sua especialidade. Mas continuamos caminhando em ritmo lento e insuficiente para darmos a tão esperada virada em nossa economia. O que acontece, porque não aceleramos?

O problema, que a cada dia fica mais evidente, é que são vários os motivos pelos quais a economia brasileira não deslancha. E estes não são tão fáceis de resolver. Quando se trata de uma empresa privada, temos a figura do gestor, ou a Diretoria, que têm o poder de identificar os entraves e “determinar” algumas medidas que, no seu entender, resolverão ou criarão condições de melhorar as performances de vários produtos, serviços ou da própria empresa como um todo.

No caso do Brasil, um país que saiu de um impeachment presidencial por absoluta falta de capacidade de sua presidente, seguido por um mandato “tampão”, que terminou sob a égide de desconfianças de todos os lados, e que ainda a cada dia descobre novos casos de desvios e roubos comprovados que foram compartilhados por quem exercia o poder, tudo fica mais difícil. Além do que, existem aqueles (muitos) que recebem e usufruem de privilégios diversos e, seguramente, não estão preocupados com a economia do Brasil. Para eles, se continuar como está, fica de bom tamanho. Isso não mencionando aqueles que são contra tudo e contra todos.

Então, como consertar a economia? Uma coisa é certa: se não forem feitos ajustes que tragam de volta a confiança e principalmente os investimentos para fortalecer todos os nossos pilares, nada muda. Esses acertos integram vários projetos de reformas, sendo que, a mais urgente é a da Previdência, algo que é muito evidente até para os menos esclarecidos, que já perceberam que se ela não acontecer, o Brasil vai quebrar em menos de dois anos.

Os mentores do projeto já sinalizaram que aceitam criticas e ajustes. Mas, na democracia, a perda do domínio político é fatal. Isso se traduz em ter do seu lado a maioria que acredita no seu projeto e luta por ele até o final. A capacidade de negociar tem determinado limite, pois, não raro, essa prática deixa de ser negociação para se traduzir na cessão de privilégios injustificáveis, algo, aliás, muito comum até há pouco tempo.

Todos nós brasileiros e, particularmente, os quase, ou até mais de 15 milhões de desempregados assistem boquiabertos o adiamento de votações, a postergação da entrega de relatórios, o recesso, os retrocessos e a falta de responsabilidade de quem tem o poder de definir. A solução do que está pendente não se resolve por decreto e, diferentemente do que acontece nas empresas privadas, não dá para “determinar” tais medidas. Em outras palavras, tem de haver um pouco mais “Patriotismo” da parte dos representantes do povo.

Estamos ansiosos para ver como se desenvolvem os próximos capítulos dessa história. Continuem nos prestigiando com seus comentários, suas criticas e sugestões, para que possamos produzir um conteúdo sempre melhor. Todos eles serão sempre muito bem-vindos.

Boa leitura!

Henrique Isliker Pátria

Editor Responsável