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Representantes da Indústria se reúnem com presidenciável

Juntamente com líderes de vários outros segmentos industriais, a Abimaq apresentou sugestões para a retomada do crescimento.

Henrique Pátria

projecoes jair bolsonaro

Em uma reunião no Rio de Janeiro em que estavam presentes o presidente executivo do IABr, Marco Polo de Melo Lopes, e outros representantes da indústria nacional, o presidente executivo da Abimaq, José Velloso entregou um documento chamado de “Cartilha aos Presidenciáveis” ao candidato Jair Bolsonaro, contendo sugestões e visando contribuir com o que for necessário para a retomada do crescimento econômico do Brasil.

O documento é fruto de uma coalizão entre várias entidades representativas da indústria nacional que acreditam na retomada do processo de crescimento econômico, a partir da definição do novo Presidente da República. (Veja o documento abaixo)

projecoes declaracao

Segundo o documento entregue em mãos ao candidato que lidera as pesquisas “Para gerar EMPREGO e RENDA, o Brasil precisa retomar o crescimento econômico. E, como concordam dez em dez economistas o INVESTIMENTO de hoje é o CRESCIMENTO de amanhã. Impostos menores sobre o sistema produtivo, um SISTEMA TRIBUTÁRIO SIMPLES, JUROS compatíveis com o retorno das indústrias e um CÂMBIO que garanta a competitividade dos produtos brasileiros são essenciais para a retomada dos investimentos e do crescimento econômico. É DISTO QUE O BRASIL PRECISA!”.

Ainda, segundo Velloso, “Preparamos para ser entregue a todos os presidenciáveis, para que eles tivessem a oportunidade de conhecer e entender as premissas básicas que consideramos imprescindíveis para o que o país retome o caminho do desenvolvimento”.

Ele explicou ainda que os grandes players mundiais têm, cada um, um projeto de país e sua agenda macroeconômica visa obter e manter um crescimento sustentado. No Brasil, a estratégia não pode ser diferente. É necessário que o país se empenhe em ter uma indústria de transformação robusta, diversificada e competitiva capaz de se destacar no cenário internacional, que, assim como ocorreu em muitas nações hoje desenvolvidas, garanta à sociedade brasileira desenvolvimento tecnológico, empregos de qualidade e renda digna.

Sabemos que, apesar de estar saindo de uma das mais profundas crises da sua história, o Brasil ainda tem grandes desafios porque convive com elevada dívida pública que o levou ao rebaixamento no ranking de bom pagador internacional, elevados juros de mercado, câmbio instável, baixo nível de investimento privado, ausência de investimento público. Ainda assim, o próximo governo tem que ter a clara noção de que o aumento da desigualdade social e da violência, a polarização da sociedade, o alto desemprego e o crescente desalento de nossa juventude não podem ser enfrentados sem a retomada do crescimento sustentado, essencial inclusive para o equilíbrio das contas públicas.

“Gostaríamos de alertar inclusive que é preciso, portanto, que o novo governo tome medidas urgentes no sentido de se organizar de forma a permitir o crescimento sustentado da economia de modo que a reversão da desindustrialização garanta emprego e renda para o cidadão. Para isso são necessárias ações que garantam a isonomia competitiva do setor produtivo, proporcionando ampliação de sua participação no mercado doméstico e internacional”.