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Abimaq

Recuperação após greve dos caminhoneiros

A indústria de máquinas, representada pela Abimaq, divulgou nesta semana suas estatísticas relativas ao mês de junho, quando registrou uma expansão na ordem de 23% em relação ao mês anterior. Já em relação ao mesmo mês do ano anterior a expansão registrada esteve na casa dos 13%. Com a divulgação destas informações podemos perceber que no semestre de janeiro a junho de 2018, a expansão registrada esteve na casa dos 4,2%, se comparada com o mesmo período do ano anterior. Tais resultados foram obtidos em função da grande recuperação observada no setor que teve grande parte de sua atividade prejudicada pela grave dos caminhoneiros no mês passado.

As receitas líquidas totais registraram crescimento de 23% atingindo R$ 7.121,06 mil enquanto no semestre o total acumulou receitas de R$ 35.075,43 mil. Já as exportações em junho registraram crescimento de 67,7% e no ano o crescimento foi de 16,8%. Também o nível de empregados ocupados cresceu neste primeiro semestre em índices próximos a 1% atingindo 296 mil postos de trabalho ocupados.

Um detalhe ressaltado é que o índice de custo de fabricação medido pela Abimaq cresceu em cerca de 3,3% no primeiro semestre puxado pelo aumento de preços de vários componentes e insumos usados na produção. Este aumento ainda não foi repassado integralmente para os preços dos produtos finais, o que certamente comprime a margem dos empresários dos setor.

Outro índice importante e alentador é o do consumo aparente que no primeiro semestre cresceu 8,3%. Isto vem demonstrar que está havendo uma retomada de atividade, mesmo que ainda não nos níveis esperados para a plena recuperação.

Felizmente, mesmo com o alto índice de ociosidade da economia e a atividade industrial operando abaixo de sua capacidade, tem-se observado uma retomada de investimentos e novos planos que certamente irão impactar o setor.

Por fim o nível de utilização da capacidade instalada voltou a crescer em junho, e chegou agora a 74,9% e mesmo assim a carteira de pedidos continua registrando quedas que mesmo que pequenas preocupam os dirigentes da entidade. Na sua opinião a baixa atividade no setor de fabricantes de máquinas para infraestrutura e indústria de base tem sido o responsável por tais resultados.

A direção da entidade divulgou que com estes resultados fica mantida a projeção de crescimento de 7% para o ano de 2018.

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