Guia_2019

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Estatísticas
 
INDA/SINDISIDER
 
Recorde na venda de aços planos
Segundo dados do Inda – Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço no mês de junho houve uma sensível recuperação do setor de distribuição.
Este foi o melhor resultado na venda de aços planos, desde que passamos a divulgar as estatísticas do Inda.
Devemos considerar que no mês anterior grande parte dos resultados negativos ficou por conta da greve dos caminhoneiros que paralisou o país por um período de quase quinze dias e que em alguns setores ainda não permitiu a recuperação total.
 
Vendas
As vendas de aços planos em junho apresentaram um aumento de 51,5% quando comparada a maio, atingindo o montante de 307,4 mil toneladas contra 203 mil toneladas. Se considerarmos o mesmo mês do ano passado, quando foram vendidas 223,2 mil toneladas, a alta registrada foi de 37,8%.
Compras
As compras do mês de junho registraram alta de 20,7% perante maio, com volume total de 270,8 mil toneladas. Frente a junho do ano passado (229,6 mil ton.), a alta foi de 17,9%.
Estoques
Com esta reviravolta toda os estoques de junho sofreram queda de 3,9% em relação ao mês anterior, e atingiram o montante de 910,6 mil toneladas. O giro dos estoques obteve queda, fechando em 3 meses. No mês passado nosso comentário era para a o alto volume apresentado, que representava um número muito fora da curva regular de estoques nas mãos dos distribuidores.
Importações
As importações encerraram o mês de junho com alta de 15,4% em relação ao mês anterior, com volume total de 127,6 mil toneladas. Comparando-se ao mesmo mês do ano anterior (102,4 mil ton), as importações registraram avanço de 24,6%.
Segundo os dirigentes do Inda que apresentaram estes números a expectativa para julho é de que haja uma acomodação natural nas estatísticas e tanto as compras como as vendas apresentem uma queda de aproximadamente 15%.
 
 
IABR 
Aumento na produção de aço
 
Segundo o IABr, os percentuais de crescimento do 1º semestre do ano, na verdade, foram positivos devido à comparação com o mesmo período de 2017, que teve fraco desempenho. As vendas internas foram de 8,8 milhões de toneladas de aço nesse período (+9,9%). O consumo aparente atingiu 10,1 Mt (+9,3%), sustentado pelo crescimento das vendas internas. A produção brasileira do aço foi de 17,2 Mt, (+2,9%). Já as exportações somaram 6,9 Mt (-5,7%). As importações aumentaram 5,6% na mesma época, totalizando 1,3 Mt.
Apesar dos números positivos, a greve dos caminhoneiros ocorrida em maio passado contaminou parte do crescimento da indústria do aço em 2018 tanto no mercado interno quanto para as exportações. Cabe lembrar que as produtoras brasileiras de aço têm buscado a exportação para elevar a utilização da capacidade instalada – 68% na média do 1º semestre do ano. Segundo os dirigentes da entidade o ideal seria atingirmos números próximos de 80%
No entanto, o já conturbado cenário internacional deteriorou ainda mais desde o início de março, com a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump de estabelecer tarifa de 25% para o aço importado e, posteriormente, negociar cotas de exportação para o aço de alguns países, entre os quais o Brasil. Isso no âmbito da Seção 232, sob o argumento de que as importações de aço constituem ameaça à segurança dos EUA. Tal medida impactou as projeções do Aço Brasil para o ano, considerando o fechamento de outros mercados na esteira da decisão americana.
As previsões do Instituto Aço Brasil para indústria brasileira do aço em 2018 são de aumento das vendas internas de aço em 5% em 2018, totalizando volume de 17,7 milhões de toneladas. A produção deve aumentar 4,3% em relação ao ano passado e as exportações devem cair 0,6% este ano na comparação com 2017, enquanto o consumo aparente de aço deve subir 4,9% em 2018.
Embora os números sejam positivos, todos foram revisados para baixo em relação às expectativas no início do ano, diante da não retomada do crescimento econômico como esperado.