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Aprendemos muito com a crise e agora é voltar a crescer

Apesar de ainda não ter superado totalmente as dificuldades dos últimos anos a Dagan resurge revigorada e cheia de planos para encarar seu futuro.

Henrique Patria

Em meio ao atribulado dia a dia do empresário que acompanha de perto o dia a dia de seu negócio, José Antonio Pauleschi, sócio gerente e principal administrador da Dagan Indústria e Comércio de Produtos Siderúrgicos, recebeu com exclusividade a revista Siderurgia Brasil para um bate papo descontraído onde ele contou os malabarismos que teve de fazer e ainda está fazendo para superar a pior crise da sua história e prepará-la para novos desafios.

Siderurgia Brasil: Conte-nos um pouco de como foi esta experiência de navegar por águas desconhecidas em meio a uma tormenta e chegar com o seu negócio a um porto seguro.

José Antonio: Na verdade, não houve muita escolha e o que aconteceu é que a partir de 2011/2012, com os resultados positivos que vínhamos obtendo planejamos um “boom” de desenvolvimento para nossa empresa com a expansão dos negócios, além de acrescentar outras especialidades em nosso portfólio.

Para isto investimos recursos próprios e contraímos financiamentos para projetos que naquele momento, em nosso entender, não tinham como dar errado. Ocorre que de repente, nos vimos no olho do furacão, com o nosso faturamento caindo em mais de 50%, os clientes sumindo, a inadimplência aumentando, os financiadores (bancos) fechando as linhas de crédito e o caos se estabelecendo bem diante de nossos olhos.

Neste momento já havíamos dado a largada para as mudanças, uma vez que concluímos a nova sede, adquirimos equipamentos novos e vimos uma oportunidade e adquirimos todas as máquinas e ferramental de uma empresa que estava descontinuando a sua operação. Também naquele momento adquirimos uma área com cerca de 100 mil metros quadrados já visando uma segunda fase de expansão em uma cidade vizinha a São Paulo.

 

E como está a situação destes empréstimos? Qual é a situação financeira neste momento? Como está equacionado o problema?

Falta pouco mais de 10% para concluirmos o pagamento do terreno, mas qualquer projeto de nova construção só será retomado após conseguirmos estabilizar a situação atual. Quanto a máquinas e equipamentos estão pagos e a compra da matéria prima está enquadrada no processo normal vigente no mercado. A questão dos empréstimos já foi quase toda renegociada e com mais alguns ajustes estaremos em condições de saldar todos os compromissos em médio prazo.

Em toda esta experiência o que mais causou dificuldades para a Dagan? E olhando um pouco para o futuro, quais são as suas metas e projetos mais imediatos?

Agora que conseguimos equacionar nossas dívidas vimos que um dos maiores impasses foi a retirada, por parte de todas as instituições financeiras, de financiamentos de capital de giro prejudicando muito o fluxo de caixa e o nosso dia a dia.

Outro problema muito grave é que olhando nosso balanço do ano passado vamos perceber que a nossa maior despesa, foi a financeira com pagamento de juros de nossos financiamentos. As renegociações que fomos obrigados a fazer para ajustar condições de pagamento sempre levaram uma carga muito pesada de encargos que tivemos de assumir.

E com respeito ao pessoal, como vocês se comportaram?

Evidentemente tivemos de adequar nossa folha de pagamento à realidade, mas sempre acreditamos que um bom profissional você não faz da noite para o dia. Isto fez com que nos preocupássemos muito em preservar os nossos melhores profissionais. Hoje temos na área comercial dois coordenadores de equipes, um para a área de peças industriais e outro para área de distribuição, um gerente geral de vendas e um representante que atua no Sul do país. Estamos na busca de novos representantes em outros estados porque pretendemos atuar em todos os mercados do território brasileiro.

“E agora José?” o que a Dagan oferece de produtos e serviços? Como você vê o futuro de sua empresa?

Hoje oferecemos ao mercado um produto que muito nos orgulha que é a qualidade de nossos produtos. Temos um departamento de engenharia, que foi um dos remanescentes da crise, onde estudamos com nossos clientes as melhores soluções para as suas necessidades.

Na parte industrial dispomos de perfiladeiras e bancas de trefilação de tubos. Neste momento está em operação banca de trefila de 50 mm a 168 mm. E está sendo instalada a nova banca de trefilação – creio que no início do segundo semestre já esteja pronta, passada pelos testes e operando – com capacidade para tubos finos de 6 mm a 50mm. Com isso estaremos capacitados para fornecer tubos trefilados de 6 mm a 168 mm.

Na área de distribuição fornecemos tubos quadrados de 16 x 16 mm até 500 x 500 mm, com parede de até 16 mm de espessura. No campo dos tubos retangulares fornecemos regularmente tubos de 15 x 25 mm até 300 x 500 mm também com espessura de até 16 mm de parede. E para tubos redondos de 6,30 mm a 1.016 mm nas espessuras de 0,90 mm a 16 mm.

Já na área de peças industriais temos um excelente centro de serviços, onde podemos oferecer vários serviços, dentre os quais tratamento térmico, curvadora de tubos, perfilação para tubos de até 14 metros, sendo um diferencial as medidas especiais ou em polegadas que podemos fornecer além das normais, com e sem costura.

A trefilação também com 14 metros de 6 mm até 168 mm com e sem costura, inclusive tubos para estrutura “ROPS-FOPS” para cabines. Fornecemos ainda peças trefiladas, rasgos, furos, rosqueamento e usinagem em geral, uma vez que mantemos quatro centros de usinagem com CNC, além de máquinas de corte e ferramental para diversos tipos de necessidades. Neste campo temos atuado fortemente no fornecimento para o setor agrícola e na indústria pesada onde se destacam peças para caminhões, ônibus, máquinas etc.

Para finalizar, o que você espera deste ano?

Acredito que se mantivermos o ritmo de retomada que iniciou-se no segundo semestre do ano passado e continuou firme no primeiro trimestre deste ano, esperamos crescer em 2018, algo como 35 a 40% em relação ao ano passado. www.dagan.com.br