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Guia_2018



Com as exportações não confirmando a escalada de crescimento e o mercado interno devagar, o setor representado pelo Sicetel ainda vive índices altos de ociosidade.
O déficit comercial do Sicetel, acumulado até setembro de 2017, foi de 125,8 milhões de dólares e representa uma queda de 13% sobre igual período do ano passado.
Esse montante é resultado de um déficit de 6 milhões de dólares nos produtos planos (21%) e de 119,8 milhões nos produtos longos (12%).
Embora no acumulado do ano os números ainda mostrem uma importante redução do déficit em relação ao ano passado, quando analisamos o 3º trimestre verificamos um forte aumento do déficit comparado com igual trimestre do ano anterior.
O aumento do déficit no terceiro trimestre de 2017 interrompe uma sequência de 12 trimestres consecutivos de redução do déficit comercial desses produtos. O último aumento do déficit foi no segundo trimestre de 2014.
O aumento do déficit é influenciado mais pela forte queda nas exportações do que pelo aumento das importações, o que está em linha com ajuste das contas externas do Brasil.

Saldo Comercial

Unid. U$1000

Linhas de produto

3º trimestre

Acumulado do ano

2017

2016

Var.

2017

2016

Var.

Planos

-11.322

-5.319

113%

-6.034

-7.669

-21%

Longos

-44.968

-38.525

17%

-119.763

-136.863

-12%

Total

-56.290

-43.844

28%

-125.797

-144.532

-13%

Fonte: Alice MDIC

As importações dos produtos fabricados pelas empresas associadas ao Sicetel no acumulado até setembro caíram 2% em relação ao mesmo período de 2016 e aumentou 5% quando analisamos o terceiro trimestre em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

Importação

Unid:kt

Linhas de produto

3º trimestre

Acumulado do ano

2017

2016

Var.

2017

2016

Var.

Planos

23.082

22.838

1%

58.062

64.720

-10%

Longos

54.740

51.247

7%

151.607

149.401

1%

Total

77.822

74.085

5%

209.669

214.121

-2%

Fonte: Alice MDIC

Exportação

 

 

Linhas de produto

3º trimestre

Acumulado do ano

2017

2016

Var.

2017

2016

Var.

Planos

45.516

60.468

-25%

149.028

167.385

-11%

Longos

31.412

32.315

-3%

93.391

88.772

5%

Total

76.928

92.783

-17%

242.419

256.157

-5%

Fonte: Alice MDIC

As importações aumentaram pelo segundo trimestre seguido e, se mantida essa tendência, deveremos fechar o ano com um ligeiro crescimento, após dois anos de fortes quedas.
O aumento das importações era esperado com o fim da recessão que atingiu a economia brasileira nos últimos anos, mas esperamos que a maior parte do aumento da demanda gerada pelo reaquecimento da economia seja atendida pelo parque industrial brasileiro, que trabalha com elevada ociosidade.
Temos reiteradamente – diria até obsessivamente – chamado a atenção para a importância da taxa de cambio para competitividade do produto industrial brasileiro, tanto no mercado doméstico quanto no mercado externo; talvez isto seja até mais importante do que a proteção tarifaria do imposto de importação.
O Sicetel entende que, neste momento que o Brasil projeta uma maior inserção no mercado internacional, seria importante uma revisão das alíquotas do imposto de importação, implantando uma escalada tarifaria que permita uma proteção efetiva e equilibrada nas cadeias produtivas, de modo que, quanto maior o valor agregado do produto, maior seria a sua tarifa.
As exportações dos produtos fabricados pelas associadas do Sicetel caíram 5% no acumulado até setembro de 2017 em relação a igual período de 2016, resultado de uma queda de 11% nas exportações de produtos planos e de um aumento de 5% nas exportações de longos.
No terceiro trimestre de 2017, comparado com igual período de 2016, as exportações do segmento caíram 17%, resultado de uma queda 25% nas exportações de planos e de 3% nas exportações de longos.
Mantida essa tendência, o setor deverá apresentar em 2017 uma queda nas suas exportações, depois de dois anos de forte crescimento.
O mercado mundial de aço vive a sua pior crise da história, com um excedente de capacidade de mais de 700 milhões de toneladas, e não se vê perspectiva de melhora neste mercado no curto e médio prazo – embora a OCDE venha coordenando discussões para uma redução voluntária do excedente – mas o sucesso dessa empreitada depende fortemente da China, que detém a maior parte desta capacidade.
A produção mundial de aço, acumulada até setembro de 2017, cresceu 5,7% em relação a igual período do ano passado. A produção chinesa cresceu 6,3% e representou 50% do total.
A produção brasileira de aço bruto acumulada até setembro aumentou 9,1% e o consumo aparente de aço cresceu 5%, resultado do aumento de 13,1% no consumo de planos e da queda de 4,8% no de longos.
Lembramos que a China tem expectativa de ser reconhecida como economia de mercado, o que dificultaria enormemente os processos antidumping contra os produtos daquele país. As autoridades dos Estados Unidos e da União Europeia já colocaram restrições a esse reconhecimento e o Brasil ainda não se posicionou. A China é atualmente o nosso maior parceiro comercial.
As principais entidades do setor empresarial – o Sicetel incluso – têm atuado fortemente junto as autoridades governamentais para o imediato aumento do Reintegra para, no mínimo, 5%, como forma de compensar, pelo menos parcialmente, os impostos não compensáveis.
O Sicetel vai além e sugere um Reintegra com percentuais mais robustos e crescentes de acordo com a agregação de valor ao produto: quanto maior o valor agregado, maior deve ser o percentual do rebate.
A retomada do crescimento da economia brasileira está sendo mais lento e é importante comemorar o desempenho da indústria automobilística, que vem conseguindo forte aumento no volume exportado, dado o elevado valor agregado desses produtos e do alto poder de alavancagem da produção de toda a cadeia metal mecânica.
Esperamos que o sucesso na exportação de automóveis se torne perene e se constitua num primeiro passo para reduzir a participação dos produtos primários na nossa pauta de exportação. Precisamos agregar valor aos produtos brasileiros exportados.