Guia_2019

SB_Mkt_Geral




Sindisider
 
Distribuição de aço ainda não encontrou o ritmo ideal
Segundo dados divulgados pelo Sindisider – entidade que congrega os distribuidores de aços planos – no mês de outubro foi registrada uma alta nas vendas de 0,6%. Foram comercializadas 267 mil toneladas, contra 265,4 mil toneladas do mês anterior. E se comparado com outubro do ano passado o crescimento apurado foi de 4,2%.
No acumulado do ano há uma retração de 3,3% pois no período de janeiro a outubro de 2016, foram vendidas 2.569,9 mil toneladas contra 2.485,7 mil toneladas deste ano.
Já com respeito às compras das usinas foi registrada uma queda de 2,2% sendo adquiridos 257,5 mil toneladas. Também se comparado com outubro de 2016, a queda foi maior, de 5,6% pois naquele mês haviam sido compradas 272,9 mil toneladas.
Com respeito às importações diretas foi registrada uma queda de 13,6 % com um total de 117,9 mil toneladas. Se comparado com o ano passado a queda foi de 13,5%. Deste total 48,2% foi originário da China que continua sendo o maior exportador de aços planos para nosso país.
Com este movimento os estoques tiveram uma queda de 1,1% e atualmente representam um giro de 3,3 meses de vendas.
Segundo Carlos Loureiro, presidente do Sindisider estes números mostram que o setor ainda não conseguiu adquirir musculatura suficiente para sair confortavelmente da crise por que passou nos últimos anos.
Ele ainda afirmou que as projeções para o mês de novembro indicam para mais uma queda na casa dos 5 a 7%.
 
 
Abimaq
 
Registrada estabilidade nas vendas em níveis muito baixos
Conforme divulgado pela ABIMAQ – entidade que representa o setor de máquinas e equipamentos – as vendas realizadas pelo setor de bens de capital mecânicos, ficaram estáveis em outubro de 2017, registrando uma queda de 0,4%. Este resultado somente foi obtido porque as exportações continuam sendo a “tabua de salvação” uma vez que o consumo interno no mesmo período registrou uma queda de 10%. As receitas líquidas totais registraram queda de 3,1% enquanto as exportações registraram crescimento de 13,1%. Segundo o presidente executivo da entidade, José Velloso, a entidade ainda não consegue ver sinais de melhora. O único ponto positivo a ser ressaltado é que a queda deste ano é menor do que os anos anteriores e a exportação, principalmente para a América do Sul tem apresentado crescimento muito consistente. Segundo ele e Mario Bernardini, que foram os porta-vozes da entidade os financiamentos disponíveis, via Finame ou BNDES, a despeito da queda de juros que o Brasil vem observando, ainda não são motivadoras suficiente para retornarem os investimentos em novos equipamentos.
A ociosidade da indústria em níveis muito altos, também contribui para que seja retardada a retomada do crescimento do setor.
Segundo eles, já houve alguma melhora no setor principalmente a reforma trabalhista que veio dar uma pouco mais de segurança jurídica para as empresas, assim como facilitar a relação entre as partes envolvidas. Esta reforma, no entanto amenizou o problema, mas deverá ser retomada o mais breve possível para que seja concluída e para que o Brasil se torne um país moderno e tenha mais possibilidades de geração de empregos.
Outro ponto salientado é quanto à discussão e aprovação do mecanismo chamado Reintegra que devolverá aos exportadores em forma de compensações até 5% dos valores exportados. Segundo eles o processo de exportarmos impostos, nos tira a competitividade no mercado internacional.
Este projeto vem sendo aguardado não somente pela Abimaq, assim como todas as entidades que abrigam empresas exportadoras em seus quadros.
Finalizando, a projeção de crescimento do setor para este ano, está na casa dos 3 a 5% e é muito grande a expectativa de que com a retomada da economia em 2018, possamos esperar um quadro mais positivo.
 
 
IABr
 
Setor espera por correções de anomalias para voltar a crescer
Sem a correção das assimetrias competitivas e da retomada dos investimentos em infraestrutura, a estimativa do Instituto Aço Brasil é de que as vendas de aço no mercado interno só retornarão aos níveis de 2013 em 2028, ou seja, 15 anos depois!
No acumulado do ano, entre janeiro e outubro a produção revelou um avanço de 8,5%, passando de 26.279 milhões de toneladas em 2016 para 28.513 milhões. Neste numero está considerada a produção da Usina de Pécem no Ceará que somente começou a operar no fim do ano passado. Se expurgarmos esta produção o crescimento registrado será de 3,4%. Já no mercado interno as vendas foram de 14.055 milhões de toneladas em 2017, contra 13.935 milhões em 2016. Praticamente não houve avanço.
Segundo os dirigentes do Instituto Aço Brasil, as vendas internas em 2017, deverão registrar crescimento na ordem de 1,2% que é muito tímido se considerarmos a queda de 32,2% registrada entre os anos de 2013 e 2016, e ainda deixarmos de considerar o que era possível ter crescido neste período.
Já a produção deve aumentar 9,2% em relação ao ano passado. Mas este número deve-se à entrada em operação da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), enquanto o consumo aparente de aço deve crescer 5,2% em 2017.
Não há muito a comemorar com o crescimento do consumo aparente porque ele será significativamente suprido pelas importações, cuja previsão de crescimento é de 33,5% este ano.
Há ainda a preocupação do setor com o aço no mundo. Segundo dados divulgados pela World Steel Association, existe um excedente mundial na casa das 770 milhões de toneladas. Com este estoque, aliado a ociosidade que as empresas enfrentam e que no Brasil está na casa dos 35% a relação produto X preço fica muito prejudicada.
Além disso, o IABr cobra a necessidade do governo brasileiro estar atento a medidas ágeis e eficazes de defesa comercial contra práticas abusivas de comércio praticadas por outros países, como é o caso do antidumping de bobinas a quente.
No curto prazo, devido a previsão do Instituto Aço Brasil é que as exportações de aço cresçam 14,5% este ano na comparação com 2016, ressaltando-se que este aumento em relação ao ano anterior deve-se em parte às exportações da CSP. Esta tem sido a válvula de escoamento do produto nacional.
O IABr juntamente com outras sete entidades está tratando de estabelecer uma coalizão entre empresas relacionadas a construção civil como Associação de Cimento Portland, o Secovi, a Anamaco e outras cujo objetivo é apresentar ao governo uma pauta emergencial, para ser implantada imediatamente visando a reativação da área da construção civil no Brasil com a consequente retomada das atividades além da geração de um grande número de empregos diretos no setor.
Ao lado deste pleito o IABr, também classifica como emergencial suas demandas no sentido de recolocar o programa Reintegra na casa da devolução de 5% por meios de créditos de produtos exportados e o pleito do Brasil junto ao governo americano, para que o Brasil fique fora da chamada emenda 232, em tramitação no congresso americano, que irá taxar a importação de aço por empresas americanas sob a alegação de fator de segurança nacional. Se tal medida ocorrer, isto irá restringir as nossas exportações, causando grandes danos para a indústria siderúrgica nacional