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Tubos 2017

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EDITORIAL - O Brasil dividido
 
O enorme país continental que atende pelo nome de Brasil, está dividido entre várias vertentes, várias situações e em diversas interpretações, dependendo do ângulo que se olha. Do lado mais positivo, existem boas novidades no horizonte, como aquela que mostra que, pela primeira vez em anos, o primeiro trimestre de 2017 apresentou um PIB positivo de 1%. Se não é grande notícia, porque a base de comparação é muito pequena, pelo menos invertemos a curva de queda.
Enquanto isso, em maio, a indústria automobilística bateu vários recordes, sendo o mais vistoso o que revela que foram exportadas nada menos do que 73,4 mil unidades, a maior marca alcançada desde que se faz esse tipo de registro. A produção de veículos automotores também apresentou subida vertiginosa de 33,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Por sua vez, a confiança do industrial brasileiro, medida pela CNI, também registrou vários pontos de alta. Nesse âmbito, ainda no rol dos registros pontuais de destaque, a montadora de caminhões e ônibus Mercedes Benz divulgou agora, no final do mês de maio, que fechou o maior contrato para a venda de caminhões dos últimos nove anos.
Mas, do outro lado da moeda estão as notícias negativas, que nos preocupam e atrapalham quaisquer planos de estabilizarmos de vez a economia e partirmos para o crescimento consistente. O processo das reformas tão esperadas – a trabalhista, a previdenciária, a fiscal e a política –, continuam sendo “empurradas com a barriga”, e já se passa novamente meio ano sem nenhuma definição palpável. Agora chegam as férias parlamentares e tudo volta a estagnar. Isso para não dizer das confusões políticas e judiciárias que o Brasil inteiro assiste, estarrecido, sobre as quais nem o mais experiente guru ousaria fazer previsões de futuro próximo.
Face a esse emaranhado de problemas e de poucas soluções alentadas, a atividade econômica insiste em lutar para conseguir sobressair e nos trazer horizontes mais firmes e com maior segurança. Vivendo em meio a esse turbilhão, na edição deste mês da revista Siderurgia Brasil, apresentamos uma reportagem na qual destacamos, entre outros sinais, a retomada do setor automotivo como ponto forte da retomada da economia. E nos aprofundamos nas questões envolvendo gestão, pois entendemos que, neste momento, todas as “armas” disponíveis para projetarmos nossas empresas para o futuro mais alvissareiro devem ser utilizadas.
Na questão técnica também ajudamos diagnosticar o que se faz para fugir da baixa produtividade, aprimorando o processo do ajuste das máquinas de conformação de tubos. Nesta edição, damos também uma repassada pelos vários eventos em que estivemos participando ou dos quais ainda viremos a participar, que têm contribuído para estabelecer ambientes de negócios. Complementarmente, nas próximas páginas, você ainda terá uma visão geral das estatísticas, dos lançamentos e dos principais acontecimentos que movimentaram a importante cadeia do aço brasileira.
 
Boa Leitura!
 
Henrique Isliker Pátria
Editor