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Esquerdo 1


Enquanto mercado interno não demanda o necessário, as montadoras encontraram na exportação a melhor opção para colocar os excedentes.
SB 170531 Mat bradesco 01
Segundo dados divulgados pelo DEPEC – Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco a saída pela exportação tem sido a forma encontrada pelas montadoras de veículos para escoamento do excedente de produção.
Isto se dá porque a retomada do mercado interno vem acontecendo de forma muito lenta e ainda não apresenta condições de consumir toda a produção e por outro lado a demanda dos países da América Latina, nosso principal destino, deve continuar firme, seguindo a retomada econômica da região.
O mercado doméstico se manteve retraído entre 1998 e 2003 e a estratégia das montadoras, naquele momento, foi buscar o mercado internacional. O real depreciado também foi um incentivo às exportações. Assim, entre 2003 e 2005, os embarques cresceram em média 40% ao ano, elevando o coeficiente de exportação do setor automotivo de 15% em 2001 para 31% em 2005. A demanda advinda da Argentina e do México cresceu de forma relevante no período, absorvendo o excedente brasileiro. A partir de então, as vendas domésticas reagiram, com crescimento médio anual de 11,8% até 2012. Assim, o mercado interno forte e a apreciação da moeda brasileira ante o dólar levaram as montadoras a reduzir o foco nas exportações. Com isso, o coeficiente caiu para uma média de 15% entre 2009 e 2014.
Nos últimos anos, com a desaceleração econômica no Brasil, o mercado interno voltou a recuar: entre 2013 e 2016 as vendas caíram 46,1% e as exportações voltaram a ser um canal relevante de escoamento do excedente produzido no País. O real mais desvalorizado em relação ao dólar no início desse processo, os acordos comerciais e a retomada da demanda dos países da América Latina foram fatores que contribuíram positivamente. Assim, as exportações, em volume, cresceram 24,9% em 2015 e 24,7% em 2016, levando o coeficiente de exportações para 24% em 2016, ante patamar de 11% registrado em 2014. No ano passado, a Argentina respondeu por 72% dessa expansão, seguida pelo Chile, México, Colômbia e Peru (com 8%, 6%, 5% e 1%, nessa ordem). No primeiro quadrimestre de 2017, os embarques de veículos leves cresceram 66,2% ante o mesmo período do ano passado, e novamente a Argentina respondeu por 43% dessa expansão. No mesmo sentido, as exportações para Chile, Colômbia, Peru e México também cresceram e contribuíram respectivamente com 9%, 5%, 4% e 3,4% do crescimento dos volumes.
Em suma, as exportações do setor automotivo brasileiro cresceram nos dois últimos anos, alavancadas pela retomada da demanda dos países latino americanos e pelo esforço em se avançar na agenda de acordos comerciais na região. O câmbio em nível depreciado contribuiu para o resultado.