Apesar das expectativas de crescimento para 2020, em janeiro a realidade foi muito diferente das projeções.

Segundo o Instituto Aço Brasil – IABr, no mês de janeiro de 2020, tivemos uma queda de produção na ordem de 11,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. A produção total foi de 2,7 milhões de toneladas. Deste total 2 milhões de toneladas foram de laminados planos  que acumularam um alta de 4% em relação ao ano passado e uma produção de semiacabados de 605 mil toneladas, com queda de 17,9% em relação ao mesmo período.

As vendas para o mercado interno reagiram e cresceram 7,2% com 1,5 milhão de toneladas comercializadas. O Consumo Aparente medido foi de 1,8 milhão com crescimento de 9,8%. Com relação ao Comércio Exterior as exportações foram de 1,1 milhão de toneladas com crescimento de 30,4% e financeiramente com um total de US$ 529 milhões ou seja crescimento de 44,5%. Já as importações foram de 228 mil toneladas com 28,8 % de crescimento para um total em valor rm valores de US 229 milhões ou seja de crescimento  8%.

Tais números refletem a retração mundial e que apresenta seus reflexos no Brasil, com a divulgação mais consistente dos efeitos do CoronaVirus que se originou na China, mas que hoje já faz vitimas em todos os continentes.

A economia mundial está travada e principalmente as maiores  empresas de tecnologia que possuem grandes e produtivas unidades na China acusaram o golpe da falta de componentes e atraso em seus cronogramas industriais.

No Brasil por conta do perverso calendário de férias nos poderes constituídos, juntado ao permanente embate que adia sem prazo de solução as reformas necessárias para o destravamento da nossa economia continuamos como sempre aguardando para que comissões se formem e apresentem as novidades que há tanto tempo esperamos.

Conforme a matéria apresentada em nosso Anuário Brasileiro de Siderurgia, a expectativa da direção do Instituto Aço Brasil, baseado em suas pesquisas é de que a siderurgia nacional ultrapasse a casa dos 7% de crescimento neste ano.