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Reformulação global dos negócios da Companhia é a alegação para a medida extrema.

Após a intensa busca de alternativas para tornar sua operação rentável a empresa tomou a decisão de fechar a sua unidade de negócios (fabrica de caminhões) que vinha operando em São Bernardo do Campo há mais de trinta anos.

Imediatamente após o anuncio do fechamento o governador João Doria, reuniu-se com dirigentes da empresa e outras autoridades visando encontrar uma saída para a manutenção dos empregos da Companhia. Segundo Dória “O objetivo da reunião foi a preservação de empregos. Eu os procurei porque havia uma necessidade do governo tomar uma atitude. O Governo de São Paulo tentará ajudar a Ford a encontrar um comprador para o parque fabril de São Bernardo”, afirmou Doria.

Ainda segundo Doria a empresa ofereceu como contrapartida a promessa de manter 1,2 mil funcionários que trabalham na sede administrativa e não promover mudanças nas outras unidades da empresa instaladas em Barueri onde está o Centro de Distribuição e na cidade de Tatuí onde está instalado o seu Campo de Provas.

Recentemente a empresa concluiu investimentos na fabrica de motores e transmissões de Taubaté com atualização e modernização de equipamentos visando produzir 500 mil unidades/ano, do motor 1.5 Dragon e câmbio manual MX65 que são utilizados nos veículos  Ka e EcoSport produzidos em Camaçari (BA). Aparentemente a empresa não tem intenção de fechar esta planta recentemente modernizada.

Na íntegra o comunicado da Ford foi o seguinte:

FORD DEIXA DE ATUAR NO SEGMENTO DE CAMINHÕES NA AMÉRICA DO SUL COMO UM MARCO NA REFORMULAÇÃO GLOBAL DO NEGÓCIO DA COMPANHIA.

  • A Ford anuncia a sua saída do mercado de caminhões como um importante marco para o retorno à lucratividade sustentável de suas operações na América do Sul.
  • A empresa está comprometida com a América do Sul e com um modelo de negócios ágil, compacto e eficiente, fortalecendo sua oferta de produtos e parcerias globais.
  • A Ford prevê um impacto de aproximadamente US$ 460 milhões em despesas não recorrentes como conseqüência dessa ação.
  • A produção na planta de São Bernardo do Campo (SP) será encerrada ao longo de 2019.

Como parte da ampla reestruturação de seu negócio global, a Ford Motor Company anuncia que deixará de atuar no segmento de caminhões na América do Sul. Como consequência, a empresa encerrará as operações de manufatura na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) ao longo de 2019 e deixará de comercializar as linhas Cargo, F-4000, F-350 e Fiesta assim que terminarem os estoques. “A Ford está comprometida com a América do Sul por meio da construção de um negócio rentável e sustentável, fortalecendo a oferta de produtos, criando experiências positivas para nossos consumidores e atuando com um modelo de negócios mais ágil, compacto e eficiente”, disse Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul. A decisão de deixar o mercado de caminhões foi tomada após vários meses de busca por alternativas, que incluíram a possibilidade de parcerias e venda da operação. A manutenção do negócio teria exigido um volume expressivo de investimentos para atender às necessidades do mercado e aos crescentes custos com itens regulatórios sem, no entanto, apresentar um caminho viável para um negócio lucrativo e sustentável. “Sabemos que essa decisão terá um impacto significativo sobre os nossos funcionários de São Bernardo do Campo e, por isso, trabalharemos com todos os nossos parceiros nos próximos passos”, disse Watters. “Atuando em conjunto com concessionários e fornecedores, a Ford manterá o apoio integral aos consumidores no que se refere a garantias, peças e assistência técnica”. Essa decisão se alia a outras iniciativas recentes que fazem parte da reestruturação em andamento na Ford América do Sul e incluem:

  • Redução em mais de 20% dos custos referentes ao quadro de funcionários e à estrutura administrativa em toda a região.
  • Fortalecimento da linha de produtos, com ênfase em SUVs e picapes, cuja preferência tem crescido entre os consumidores, e encerramento da produção do Focus na Argentina.
  • Expansão das parcerias globais, como a recente aliança com a Volkswagen para desenvolver picapes de médio porte.

Em decorrência desse anúncio, a Ford prevê um impacto de aproximadamente US$ 460 milhões em despesas não recorrentes. Cerca de US$ 100 milhões serão relacionados à depreciação acelerada e amortização de ativos fixos. Os valores remanescentes de aproximadamente US$ 360 milhões impactarão diretamente o caixa e estão, em sua maioria, relacionados a compensações de funcionários, concessionários e fornecedores. A maior parte dessas despesas não recorrentes será registrada em 2019 e é parte integrante dos US$ 11 bilhões em despesas, com efeito no caixa de US$ 7 bilhões, que a companhia prevê utilizar para a reestruturação dos seus negócios globais.