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Com a presença de altas autoridades e as principais lideranças, evento discutiu os principais gargalos do setor.

Realizou-se em São Paulo, nos dias 21 e 22 de agosto, nas dependências do Hotel Transamérica Congresso Aço Brasil 2018 que teve ampla e total cobertura da revista Siderurgia Brasil.

O evento discutiu temas relacionados a produtividade, sustentabilidade, problemas relacionados ao excesso de produção mundial, a questão do protecionismo e junto com os principais consumidores uma panorâmica do que se espera do setor do aço.

Um dos momentos mais importantes do Congresso foi a posse ao novo presidente do Conselho Diretor da entidade, que irá dirigir os destinos do IABr, pelos próximos quatro anos.

É ele o empresário Sérgio Leite de Andrade, presidente da Usiminas que se mostrou otimista com a recuperação que o setor vem demonstrando neste ano, e crescimento que infelizmente foi interrompido temporariamente pela greve dos caminhoneiros. Mas a sua expectativa vai além, pois acredita que o novo  Presidente da Republica deverá imprimir um ritmo de crescimento ao Brasil, que proporcione  um crescimento entre 3% a 5% ao ano a partir de 2019.

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Em seu discurso disse que as medidas protecionistas  dos EUA, Europa e Ásia colocaram o Brasil em posição de vulnerabilidade. Ele defende o liberalismo nas relações internacionais, mas prega que haja um conjunto de ações visando criar mecanismos que permitam à indústria nacional competir em condições isonômicas. Disse que é contra qualquer tipo de protecionismo:  “A indústria brasileira do aço não precisa de qualquer guarda chuva de proteção”, disse.   

Ele ainda acredita que a solução para o aço brasileiro está dentro de casa, pois ainda continuamos tendo um consumo per capita dos menores do mundo e há por aqui muita coisa a fazer, disse: “A infraestrutura está toda parada ou obsoleta. Precisamos atrair investimentos internacionais, além dos aportes que o governo puder fazer nesta área”.

Com as condições de logística que temos hoje fica mais barato trazer aço do exterior do que transporta-lo das regiões Sudeste ou Sul para o Norte do Brasil.

Enfim  Sérgio Leite entende que o novo presidente terá a necessidade de recuperar a importância da indústria nacional que há 20 anos foi responsável por cerca de 25% do PIB brasileiro mas hoje não passa de 11%. 

O Congresso do Aço contou com a presença do presidente da República, Michel Temer que classificou o setor como “importantíssimo” para a economia brasileira. “A indústria siderúrgica brasileira demonstrou sua resistência durante a crise, já cresceu 3,4% este ano em relação ao ano passado e demonstrará cada vez mais seu vigor”, destacou.

No Painel de Isonomia o presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, José Ricardo Roriz, disse que o Brasil  precisa oferecer isonomia no ambiente de negócios às empresas brasileiras, para que possam competir com as de outros países. Não faz sentido não termos condições de competir internacionalmente. Há casos extremos que estamos perdendo em nossa própria casa para os importados.

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Outro assunto fundamental foi quanto aos projetos de infraestrutura, Faltam investimentos e falta segurança jurídica para possamos atrair investimentos externos. Quase torna-se um consenso geral entre os representantes da indústria que somente o investimento em infraestrutura fará o país retomar o caminho do crescimento. Para alguns participantes do Painel sobre Infraestrutura, como Paul Procee, do Banco Mundial; ou José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) um país para crescer precisa investir pelo menos 5% do seu Produto Interno Bruto em infraestrutura. O Brasil, atualmente, tem injetado menos de 2% do PIB no segmento, enquanto a China, investe pelo menos mais de 7% e alguns países da América latina como a Colômbia investem hoje cerca de 4%.

Neste mesmo painel foi apresentado um estudo feito em parceria entre o Instituto Aço Brasil, organizador do evento, e a empresa de Consultoria e8. Neste trabalho analisou-se 54 obras do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal. Foram selecionados segmentos como áreas de petróleo e Gás, Rodovias, Aeroportos, Portos e outros grandes demandadores de produtos siderúrgicos.

A coordenadora do estudo, Eliana Taniguti, disse que os sistemas previstos no PPI têm capacidade para um consumo de 8,4 milhões de toneladas de aço já nos próximos anos.

Os dois outros conferencistas criticaram a falta de planejamento integrado, a falta de qualidade nas obras contratadas. Mas ambos acreditam que se o novo governo se preocupar com a infraestrutura logo de cara estará resolvendo um problema de emprego e desenvolvimento a curtíssimo prazo.