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Após a aceitação das condições impostas pelos EUA para as importações de aço do Brasil, a indústria do aço segue firme na retomada de seu desenvolvimento. 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump anunciou oficialmente, em março deste ano, a decisão de estabelecer alíquota de importação de 25% para o aço e 10% para o alumínio de vários países incluindo o Brasil.

A decisão foi tomada no âmbito da Seção 232 sob o argumento de que as importações de aço constituem ameaça à segurança dos EUA.

Esta foi uma medida extrema tomada unilateralmente pelos Estados Unidos para proteger sua indústria siderúrgica e seus trabalhadores diante da ameaça do excesso de capacidade de produção de aço no mundo, da ordem de 700 milhões de toneladas, além de cumprir uma promessa de campanha eleitoral de Donald Trump.

O governo brasileiro vinha negociando condições diferenciadas com os Estados Unidos para as exportações brasileiras de aço, dadas algumas peculiaridades do País. Entretanto no final de abril, surpreendendo a todos, o Governo dos EUA informou que as condições políticas para a manutenção das negociações tinham mudado e que o Brasil teria que decidir se aceitaria ou não a proposta americana. Tal proposta estabeleceu cota de exportação de aço brasileiro para os EUA calculada pelo volume médio das exportações realizadas de 2015 a 2017 para produtos semi-acabados e acabados. No caso de produtos acabados, há ainda a aplicação de redutor de 30% sobre o volume médio alcançado no período de referência. O Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil, tendo em vista a relevância das exportações brasileiras de aço para os EUA (1/3 do total), não teve alternativa senão aceitar a imposição americana. Tal decisão deveu-se, em grande parte, à necessidade do setor manter nível das exportações que evite reduzir ainda mais o nível de utilização da capacidade de produção instalada no Brasil, hoje estimada em 68%, tendo em vista a lenta retomada do mercado interno.

No mesmo comunicado o IABr comunicou que o  desempenho da indústria brasileira do aço vem apresentando resultados positivos no 1º quadrimestre de 2018. A produção brasileira de aço bruto alcançou 11,6 milhões de toneladas de janeiro a abril de 2018, o que representa um incremento de 4,1% frente ao mesmo período do ano anterior. As vendas internas foram de 5,9 milhões de toneladas no período, o que representa uma elevação de 14,7% quando comparado com o 1º quadrimestre do ano anterior. Já o consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos foi de 6,7 milhões de toneladas de janeiro a abril, o que representa alta de 13,4% frente aos primeiros quatro meses de 2017.

Apesar dos números mais positivos, a melhoria da atividade industrial nacional tem sido inferior ao esperado, e, portanto, insuficiente para que a indústria brasileira do aço se recupere da pior crise de sua história. No curto prazo, devido à lenta recuperação da economia doméstica, a saída das empresas para elevar a utilização da capacidade instalada – 69% na média do primeiro trimestre do ano – é a exportação.

As previsões do Instituto Aço Brasil para indústria brasileira do aço em 2018 são de aumento das vendas internas de aço em 6,6% em 2018, totalizando volume de 18 milhões de toneladas. A produção de aço bruto deve aumentar 8,6% em relação ao ano passado e as exportações devem crescer 10,7% este ano na comparação com 2017, enquanto o consumo aparente de aço deve subir 6,9% em 2018.

Fonte: IABr.