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Está suspensa, enquanto se desenvolvem as negociações, a sobretaxa sobre as importações americanas do aço e o alumínio brasileiros.

Segundo comunicado oficial expedido pela Casa Branca, sede do governo americano  e transmitida pelo próprio presidente Michel Temer, em discurso na abertura do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o "Conselhão, está suspensa a medida pela qual o aço e o alumínio brasileiros seriam sobretaxados em até 25%. Segundo a nota esta medida estará em vigor  até que sejam concluídas negociações em torno da questão.
Nesta semana o presidente Temer recebeu representantes do setor do aço, liderados pelo Instituto Aço Brasil que lhe solicitaram que telefonasse para o presidente Donald Trump para reivindicar a exclusão do Brasil desta medida.
A principal alegação dos empresários é que o aço brasileiro “não rouba” empregos americanos, como foi aventado por Trump, para justificar a medida, mas na verdade faz parte da cadeia americana do aço. O aço brasileiro entra em forma de produto semiacabado que será transformado quando utilizado na produção de peças e componentes pela indústria americana. Por outro lado o Brasil é o principal destino do carvão siderúrgico americano, já que nossas usinas o utilizam com grande  intensidade. Há uma relação de reciprocidade muito tradicional entre os dois países que está sendo questionada neste momento.
Segundo o Ministro Henrique Meirelles, que está envolvido no processo, pois no fim de semana passada esteve presente a reunião do G-20, onde pode tratar do assunto, afirmou  que a decisão de negociar a taxação do aço e do alumínio com o Brasil mostra que o trabalho conjunto de diversos órgãos do governo brasileiro "já está mostrando resultado".
Meirelles contou que, nesta terça-feira (20), tratou do assunto com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin. A conversa foi em Buenos Aires, durante a reunião de ministros de Finanças e presidentes dos Bancos Centrais do G20.
"Ontem tivemos exatamente um diálogo sério, profundo, franco, cordial, com o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, onde apontei a ele que no caso do Brasil não faz sentido essa sobretarifa, por várias razões. Uma delas é que o Brasil produz aço que é usado pela indústria americana para finalizar e para constituir seus produtos.
Portanto, uma sobretaxa do aço brasileiro vai em algumas circunstâncias prejudicar a própria fabricação de produtos americanos, prejudicando evidentemente a indústria americana e em última análise, o consumidor americano", declarou.
À noite, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) divulgou nota na qual informou que o governo Trump "avalia" a não aplicação das sobretaxas ao Brasil. É a seguinte a íntegra da nota:
O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) recebeu bem as declarações feitas pelo representante comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer. Em sua fala hoje pela manhã, amplamente divulgada pela imprensa internacional, Lighthizer disse que a administração do presidente Donald Trump avalia a não aplicação das sobretaxas às importações de produtos siderúrgicos e de alumínio, durante o período de contatos bilaterais com determinados países, inclusive o Brasil. Na avaliação do ministro Marcos Jorge, o gesto pode ser interpretado como um sinal positivo por parte do governo norte-americano no sentido de evitar a imposição de sobretaxas. O governo brasileiro tem feito diversas gestões com os Estados Unidos, a fim de demonstrar que as suas exportações de aço e alumínio para aquele mercado não representam risco à segurança nacional daquele país. O ministro reforça que espera um desfecho positivo, no qual o Brasil não seja indevidamente atingido por restrições comerciais.