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A siderurgia enfrenta seus desafios

O 24º Congresso Brasileiro do Aço reunirá especialistas para debater os grandes temas da siderurgia brasileira, dentro do complexo contexto mundial.

A produção brasileira de aço bruto acumulada no primeiro trimestre deste ano caiu 4,3% em comparação com o mesmo período do ano passado. As exportações e importações também caíram 4,6% e 15,4%, respectivamente, no mesmo período, refletindo a queda na demanda interna de aço. Ao mesmo tempo, porém, a World Steel Association (WSA) estima que, em 2013, o consumo aparente de aço crescerá 4,3% no Brasil, recuperando-se da queda registrada no ano passado.

No que se refere à demanda global de aço, a WSA estima um crescimento de 2,9% em 2013, em comparação com o ano passado, e de 3,2% em 2014, em comparação com este ano. Vale lembrar que, em 2012, a demanda global de aço caiu 6,5% em relação a 2011, como consequência da instabilidade econômica internacional no período. Isso significa que a WSA considera que essa instabilidade está prestes a acabar. Caberia perguntar quais são as premissas que serviram de base para uma projeção tão otimista dos analistas da WSA. A consistente recuperação da economia dos Estados Unidos? O fim da crise da economia europeia? O aumento dos preços do minério de ferro? Os projetos de instalação de novas usinas siderúrgicas na China, Europa e Brasil? Tudo isso ao mesmo tempo?

Por mais otimista que seja, não se pode ignorar que o mercado mundial do aço está atrelado à recuperação – ou falta de recuperação – da economia mundial, que tem se refletido na tomada de algumas medidas drásticas. Em março deste ano, a japonesa Nippon Steel & Sumitomo Metal Group anunciou a paralisação de um de três altos-fornos em sua usina em Kimitsu, até março de 2016, e o adiamento do início de operações de um novo alto-forno da usina em Wakayama. Também em março, as grandes usinas siderúrgicas chinesas anunciaram que seus estoques subiram a um recorde próximo a 15 milhões de toneladas, refletindo a redução da demanda que tem forçado cortes de produção. No início de abril, o ministério do Comércio japonês informou que a produção de aço bruto desse país deve registrar uma queda de 4,1% entre abril e junho, em relação ao mesmo período do ano passado. O motivo seria uma queda de 3,2% na demanda doméstica no primeiro trimestre do ano fiscal japonês ante o trimestre anterior, bem como uma queda de 1% nas exportações.

Em todo o mundo, a ociosidade da indústria siderúrgica está estimada num patamar entre 20% e 25%, motivo suficiente para o engavetamento de projetos de construção de novas usinas. Pelo contrário, existe a possibilidade de que muitas delas – provavelmente as mais obsoletas – sejam desativadas definitiva ou temporariamente. No Brasil, o Instituto Aço Brasil (IABr) informou que o setor opera com uma ociosidade média de 30% de sua capacidade instalada (leia também o artigo Lições para reduzir o impacto da crise, nesta edição).

Como se vê, a indústria siderúrgica nacional precisa se adequar a um complexo panorama mundial, exigindo uma análise detalhada e profunda das lideranças do setor e das autoridades responsáveis pela elaboração da política industrial do país, o que deve ocorrer durante a 24ª edição do Congresso Brasileiro do Aço, que será realizado nos dias 8 e 9 de maio, no Centro de Convenções Sul América, no Rio de Janeiro. Autoridades e especialistas nacionais e internacionais debaterão temas como o desafio Brasil competitivo, a sustentabilidade e o cenário mundial da economia e da indústria do aço.

A palestra inaugural do 24º Congresso Brasileiro do Aço será do professor de economia política internacional da Universidade de Harvard, Dani Rodrik. Turco radicado nos Estados Unidos, Rodrik é autor de livros como The Globalization Paradox: Democracy and the Future of the World Economy e “Has Globalization Gone Too Far?, de 1997, este último citado como uma das mais importantes obras de economia da década pela Business Week. Ainda entre os palestrantes internacionais, está confirmada a presença de Haiyan Wang, sócia do Instituto China-Índia, convidada para a Conferência Especial e Carmen Reinhart, professora de Harvard, que participará do painel sobre a situação da economia mundial.

 

 
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