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ESTATÍSTICAS

Siderurgia Brasil — Edição 65

INDÚSTRIA AUTOMOTIVA MANTÉM SEU CRESCIMENTO - Anfavea

O setor registra avanços significativos em seus indicadores e trabalha com a previsão de produzir mais de 3,3 milhões de autoveículos até o final do ano.

Mercado – De acordo com o levantamento mensal da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), no mês de junho, o volume de autoveículos (veículos leves, ônibus e caminhões) licenciados atingiu 262.758 unidades, volume 4,6% superior ao de maio, mas 12,5% inferior que o de junho do ano passado. Os licenciamentos acumulados no primeiro semestre deste ano atingiram 1.579.695 unidades, o que significou um aumento de 9,0% em relação ao primeiro semestre de 2009.
As vendas internas de máquinas agrícolas automotrizes, nacionais e importadas, atingiram 6.059 unidades em junho, volume 5,0% inferior ao de maio, mas 42,8% superior ao de junho de 2009. Em todo o primeiro semestre, foram comercializadas 34.982 unidades, volume 51,7% superior ao do registrado no primeiro semestre do ano passado.

Produção – Em junho, a indústria nacional produziu 306.350 autoveículos, o que significou uma redução de 5,0% em relação a maio, mas também um aumento de 7,7% em relação a junho do ano passado. O volume produzido no primeiro semestre atingiu 1.753.201 unidades, o que representou um aumento de 19,1% em comparação com o volume produzido no primeiro semestre de 2009.
A produção de máquinas agrícolas automotrizes atingiu 7.676 unidades em junho, o que significou uma redução de 4,7% em relação a maio, mas uma substancial elevação de 88,8% em relação a junho de 2009. A produção acumulada em todo o primeiro semestre foi de 43.795 unidades, superando em 54,1% o volume produzido no primeiro semestre de 2009.

Exportação – Em junho, o valor total das exportações de autoveículos e máquinas agrícolas atingiu US$ 1,017 bilhão, regredindo 13,7% em relação a maio, mas evoluindo 58,7% em relação a junho do ano passado. No acumulado do primeiro semestre, as exportações do setor totalizaram US$ 5,727 bilhões, valor 62,3% superior ao do primeiro semestre de 2009.

Emprego – O nível de emprego do setor teve uma elevação de 0,9% entre maio e junho deste ano, passando de 129.813 para 130.968 postos de trabalho. Em relação a junho de 2009, o nível de emprego registrou um aumento 9,6%.
A respeito da expectativa de novos aumentos no preço do aço, o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, considera que se trata de uma questão complexa, que afeta diretamente a competitividade do setor automobilístico. “Fala-se de novos aumentos no segundo semestre, mas ainda não há nada de concreto por parte das usinas”, disse. Quanto à possibilidade de que as montadoras passem a importar ou ampliem suas importações de aço, ele afirma que essa decisão cabe a cada montadora.

PREVISÃO DO SETOR PARA 2010
No final do primeiro semestre, a Anfavea trabalha com a seguinte previsão sobre o desempenho do mercado automobilístico nacional:

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www.anfavea.com.br

 

DÉFICIT DA BALANÇA COMERCIAL PREOCUPA A ABIMAQ

Segundo a entidade, o aumento dos juros, a taxa de câmbio desfavorável e a elevação das importações inibem o desempenho da indústria nacional de máquinas e equipamentos.

De acordo com o levantamento feito pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em junho, o faturamento bruto do setor foi de R$ 6,16 bilhões, valor 8,4% superior ao do mês anterior e 7,9% superior ao de junho de 2009. O faturamento acumulado no primeiro semestre do ano foi de R$ 33,90 bilhões, o que significou um aumento de 13,2% em relação ao primeiro semestre de 2009. Ente os segmentos representados pela Abimaq, destacaram-se os de máquinas para madeira (+127,9%), máquinas para plásticos (+81,5%), máquinas têxteis (+75,5%), bombas e motobombas (+34,1%) e máquinas agrícolas (+31,0). Segundo o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, a recuperação do setor, que começou em junho de 2009, se deve principalmente ao Programa de Sustentação do Investimento (PSI), do BNDES, que foi instituído há um ano e deveria vigorar até 30 de junho, mas foi prorrogado até 31 de dezembro deste ano.
As exportações do setor de bens de capital mecânicos cresceram 6,5% nos seis primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando US$ 4,0 bilhões FOB. Em compensação, o número de importações chegou à marca de US$ 10,6 bilhões FOB, com um crescimento de 14,6% em comparação com o mesmo semestre de um ano atrás, elevando o déficit da balança comercial do setor para US$ 6,6 bilhões. “Com isso, continuamos a apostar em um déficit comercial superior a US$ 12 bilhões até o fim de 2010, já que as exportações, dadas em ritmo mais ameno, correspondem a 20% do faturamento da indústria de máquinas e equipamentos”, afirma Luiz Aubert Neto. “Em relação ao ano de 2008, considerado um bom ano para a indústria, os números ainda preocupam. O faturamento no primeiro semestre de 2010 está 12,6% abaixo do mesmo período de 2008. As exportações caíram 24,6%, mas as importações cresceram 6,6%.”
Para o presidente da Abimaq, a contínua elevação das importações e a falta de medidas e políticas para articular maior competitividade ao produto nacional no comércio exterior dificultam, ainda mais, a recuperação do setor frente à crise que ocorreu um ano atrás. “As importações de equipamentos chineses ao país, por exemplo, evoluíram a um ritmo de 57%, porém são produtos de baixo valor agregado e menor custo em relação ao produto brasileiro. Isso afeta, além de tudo, o nosso parque industrial”, adverte Aubert Neto, que salienta que a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) de elevar em 0,5 ponto a taxa básica de juros, passando para 10,75% ao ano, com a justificativa de conter a inflação por conta de um possível aquecimento da demanda, também foi decisiva para que o produto nacional perdesse espaço e investimentos.
O levantamento da Abimaq indica também um crescimento de 9,6% no consumo aparente no primeiro semestre, em comparação com o mesmo período de 2009, e de 2,3% no nível de utilização da capacidade instalada, chegando a 82%, que, no entanto, é ainda inferior aos 86% que o setor detinha no período pré-crise. “Apesar dos resultados positivos, é preciso avaliar os números com maior cuidado. O setor precisa preencher quase oito mil postos de trabalhos para chegar ao bom nível calculado em outubro de 2008, quando havia 250 mil carteiras assinadas. Embora se mostrem de maneira positiva, a maioria dos indicadores não chegaram ao seu nível pré-crise”, ressalva Luiz Aubert.
www.abimaq.org.br

 

DISTRIBUIDORES DE AÇO RECOMPÕEM SEUS ESTOQUES - INDA

Em junho, as vendas do setor de distribuição de aço cresceram 2,1% em relação a maio, mas os estoques cresceram 37,8% em relação a junho de 2009.

Compras – Em junho, as compras do setor apresentaram leve alta de 0,6% em relação ao mês anterior, totalizando 455 mil toneladas. Quando comparadas a junho de 2009, que registrou um volume de 219,9 mil toneladas, as vendas apresentaram uma alta de 106,9%. No acumulado do período, as compras atingiram 2.351,6 mil toneladas, registraram uma alta de 85,3% em relação ao mesmo período de 2009, quando as compras atingiram 1.269,2 mil toneladas.
Vendas – As vendas de junho apresentaram uma alta de 2,1% em relação a maio, com um total de 326,9 mil toneladas. Quando comparadas a junho de 2009, quando as vendas atingiram 277,7 mil toneladas, o resultado também foi positivo, com uma elevação de 17,7%. No acumulado do semestre, as vendas atingiram 1.968,8 mil toneladas, o que significou uma alta de 28,1% em relação ao mesmo período de 2009, quando as vendas foram de 1.536,6 mil toneladas. No mês de junho, a média das vendas diárias ficou em 15,6 mil toneladas.
Estoques – Em junho, os estoques apresentaram um crescimento de 12,3% em relação ao mês anterior, totalizando 1.168,4 mil toneladas. Quando comparados a junho de 2009, em que os estoques foram de 848,1 mil toneladas, a elevação foi de 37,8%. Com isso o giro de estoques passou para 3,6 meses.
www.inda.org.br

 

EVOLUÇÃO DOS MERCADOS DE ZINCO, NÍQUEL E CHUMBO - ICZ

A tabela mostra a evolução dos mercados domésticos de zinco, níquel e chumbo. No caso do zinco, os valores correspondem à produção, exportação, importação e consumo aparente (produção interna – exportações + importações). No caso do níquel, os valores correspondem à produção, exportação, importação e consumo aparente. Já quanto ao chumbo, o Brasil importa todo o volume consumido internamente, daí o fato das importações coincidirem com o consumo aparente.

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www.icz.org.br

 

PRODUÇÃO DE ALUMÍNIO PRIMÁRIO ESTÁVEL - ABAL

O volume produzido em junho cresceu 0,8% em relação a maio e a produção semestral caiu 1,1% em relação a 2009.

Segundo o levantamento mensal feito pela Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), a indústria nacional produziu 126,6 mil toneladas de alumínio primário no mês de junho, o que significou um aumento de 0,8% em relação à produção registrada em junho de 2009. A produção acumulada no primeiro semestre deste ano totalizou 761,2 mil toneladas, volume 1,1% inferior ao produzido no mesmo período do ano passado.

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www.abal.org.br

 

INDICADORES EM ALTA NO SETOR DE FUNDIDOS - ABIFA

A indústria de fundição se recupera da forte queda ocorrida na demanda no ano passado, mas ainda se encontra longe de atingir os resultados obtidos em 2008.

Produção – O levantamento realizado pela Associação Brasileira de Fundição (Abifa) revelou que, no mês de junho, esse setor registrou uma produção de 281,3 mil toneladas, o que significou um aumento de 2% em relação às 275,7 mil toneladas produzidas em maio e de 62,2% em relação às 173,4 mil toneladas produzidas em junho de 2009. A produção acumulada no primeiro semestre foi de 1,305 milhão de toneladas, volume 50,2% superior às 846,1 mil toneladas produzidas no primeiro semestre de 2009, mas 12,6% inferior ao 1,752 milhão de toneladas produzidas no primeiro semestre de 2008.
Segundo o presidente da Abifa, Devanir Brichesi, este ano o faturamento do setor deve chegar a US$ 10 bilhões, o que significaria uma considerável recuperação em relação aos US$ 6,9 bilhões faturados no ano passado, mas que ficaria aquém dos US$ 11,0 bilhões registrados em 2008.

Exportações – Em junho, as empresas nacionais exportaram 38,7 mil toneladas de peças fundidas, volume 12,5% superior às 34,4 mil toneladas exportadas em maio e 93,0% maior do que o volume exportado em junho do ano passado. O valor das exportações realizadas em junho atingiu US$ 102,2 milhões, o que representou um aumento de 13,2% em relação ao valor de US$ 90,3 milhões, correspondente às exportações de junho. Em todo o primeiro semestre, o setor exportou 201,2 mil toneladas de fundidos, pelo valor de US$ 522,5 milhões. Esses resultados foram 51,4% e 46,1% superiores aos do primeiro semestre de 2009, respectivamente, mas 41,5% e 31,7% inferiores aos do primeiro semestre de 2008, respectivamente.
O que se pode deduzir desses resultados é que o setor vem recuperando os níveis de produção e faturamento que perdeu por conta da crise internacional, mas ainda está significativamente abaixo dos bons resultados registrados em 2008, ou seja, antes da eclosão da crise.
Devanir Brichesi acredita que, nos próximos anos, o setor será beneficiado pelo aumento da demanda de fundidos decorrente das obras de infraestrutura que serão realizadas para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, e para a construção do Trem Bala entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. Da mesma forma, deverá haver um forte aumento da demanda de fundidos por conta dos investimentos na exploração das jazidas do pré-sal.
www.abifa.org.br