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Resultados da copa na economia nacional

Siderurgia Brasil — Edição 65

A Copa do Mundo de 2014 vai gerar R$ 142 bilhões adicionais para a economia brasileira, segundo um estudo feito pela Ernst & Young e a FGV Projetos.

De acordo com o estudo Brasil Sustentável – Impactos Socioeconômicos da Copa do Mundo de 2014, desenvolvido pela Ernst & Young em parceria com Fundação Getulio Vargas (FGV), a Copa do Mundo de 2014 terá um efeito multiplicador capaz de quintuplicar os investimentos diretos realizados no país para viabilizar o evento, injetando no total R$ 142,39 bilhões na economia brasileira até 2014.
Além do investimento direto de R$ 22,46 bilhões para garantir a infraestrutura e organização, a realização da competição deve acarretar em R$ 112,79 bilhões adicionais, considerando-se os impactos provocados em inúmeros setores interligados, num efeito dominó com uma série de desdobramentos econômico-sociais. Serão gerados 3,63 milhões de empregos-ano e R$ 63,48 bilhões de renda para a população, impactando o mercado de consumo interno. A arrecadação também vai ser impactada, com um adicional de R$ 18,13 bilhões para reforçar os cofres públicos. O impacto direto sobre o PIB no período 2010-2014 será de R$ 64,5 bilhões, valor que corresponde a 2,17% do valor estimado do PIB para 2010, de R$ 2,9 trilhões.
Os setores mais beneficiados pela Copa do Mundo no Brasil serão os de construção civil, alimentos e bebidas, serviços prestados às empresas, serviços de utilidade pública (eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana) e serviços de informação. No total, essas áreas deverão ter incremento da produção de R$ 50,18 bilhões. Do total de R$ 29,6 bilhões que correspondem aos gastos estimados relacionados à Copa, incluindo as despesas dos visitantes, R$ 12,5 bilhões terão como origem o setor público (42%) e R$ 17,16% bilhões serão provenientes do setor privado (58%).
O investimento para equacionar os principais gargalos estruturais, como a limitação dos aeroportos, deve favorecer também o fluxo turístico. A perspectiva é de que o número de visitantes internacionais para o Brasil pode crescer 79% até a Copa, podendo ter impacto superior nos anos seguintes. O estudo aponta que, no período 2010-2014, o número de turistas internacionais deve crescer em 2,98 milhões de pessoas.
As 12 cidades-sede receberão investimentos de infraestrutura da ordem de R$ 14,54 bilhões, que vão muito além da construção e/ou modernização dos estádios, com significativo impacto sobre os PIBs municipais. Só na reurbanização e embelezamento das cidades, os gastos estão estimados em R$ 2,84 bilhões. Há ainda investimentos representativos na base de tecnologia de informação em cada cidade, em mídia e publicidade, segurança pública, na expansão e adequação complexos hoteleiros, soluções de mobilidade urbana e instalação de fan parks, isto é, grandes parques transformados em espaços de lazer para quem não vai acompanhar os jogos no estádio.
O estudo mostra também que o evento vai gerar um impulso significativo sobre milhares de micro, pequenas, médias e grandes empresas dos setores industrial, comercial e serviços. São pelo menos 11 setores listados (ver tabela) em que há um contingente expressivo de micro e pequenas empresas, assim como médias e grandes, que serão diretamente atingidas pela Copa – um impacto total estimado em quase R$ 3 bilhões.

sb65tabaco
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