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Aço galvanizado com boa demanda e perspectivas – Ricardo Suplicy Goes

Siderurgia Brasil — Edição 64

A demanda de aço galvanizado cresce, tendendo a retornar ao nível de 2008, e deve crescer cerca de 10% ao ano, exigindo novos investimentos na ampliação da atual capacidade de produção.


Durante o primeiro semestre deste ano, o setor de aço galvanizado tem recuperado as perdas de produção registradas em 2009 em relação a 2008, que foram da ordem de 20%, em volume. Atualmente, o setor trabalha com um índice de ocupação de cerca de 90% de sua capacidade instalada, tendo, portanto, um índice de ociosidade normal, na avaliação de Ricardo Suplicy Goes, gerente executivo do Instituto de Metais Não Ferrosos (ICZ). “Nos próximos cinco anos, a produção de aço galvanizado deve ter um crescimento médio anual de aproximadamente 10% . Entretanto, esse crescimento pode ser ainda maior, pois há diversas oportunidades a serem exploradas na aplicação de produtos galvanizados”, afirma Suplicy Goes. “Já existem diversos investimentos previstos em galvanização no Brasil, pois ainda há espaço para a expansão da atual capacidade de produção, inclusive para a instalação de novas plantas.”
A principal vantagem do aço galvanizado é a sua relação custo-benefício em função da pouca diferença de custo em comparação com o aço carbono, estimado em 5% no caso de galvanizações contínuas. O aço galvanizado é amplamente utilizado em estruturas metálicas, iluminação, telecomunicações, eletrificações, tubulações, serralheria, defensas metálicas (guard-rail), armazenagem e ferragens, indústria automobilística, construção civil, linha branca e agroindústria. “As normas de algumas
destas aplicações, como as defensas metálicas, torres de eletrificação e telecomunicação, exigem inclusive que elas sejam feita com aço galvanizado, devido à sua comprovada qualidade e durabilidade”, ressalta Suplicy Goes.
Além de acompanhar as constantes elevações no preço do aço, o custo de produção do aço galvanizado também depende da cotação do zinco estabelecida pela London Metal Exchange (LME), a Bolsa de Metais de Londres, que define os preços internacionais das commodities metálicas. No entanto, além desse dois fatores, no caso do Brasil, o preço do aço galvanizado também precisa assimilar os altos custos inerentes ao país, principalmente com energia, logística e tributos. Apesar disso, na opinião de Ricardo Suplicy Goes, uma clara janela de oportunidades que está se abrindo com o bom momento econômico do Brasil e com os eventos como Minha Casa, Minha Vida, Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016. “É imprescindível que os galvanizadores invistam no desenvolvimento desse mercado, já que o Brasil reúne condições ideais para adoção da cultura da galvanização. Se não ocorrerem investimentos suficientes na ampliação da capacidade produtiva de aço galvanizado, os produtos importados podem ganhar espaço no mercado doméstico, atendendo ao incremento da demanda latente que existe no país”, adverte o gerente executivo do ICZ.
www.icz.org.br