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TAKATA PETRI - VOLANTES FEITOS COM TRADIÇÃO E QUALIDADE

Siderurgia Brasil — Edição 40
Processos e Produtos em 07 Mar 2008


Sinônimo de volantes, a Takata Petri se prepara para crescer com a indústria automotiva e retomar suas exportações quando o câmbio for novamente favorável.

Instalada há quase meio século no Brasil, a Takata Petri é responsável por oito em cada dez volantes utilizados pelas montadoras de automóveis nacionais, e se mostra disposta a manter sua invejável fatia de mercado. Atualmente a empresa fornece em torno de 2,5 milhões de volantes, mas tem uma capacidade instalada para fornecer aos 3,3 milhões de veículos que o setor automotivo pretende produzir este ano. “O crescimento desse mercado em 2006 e 2007 já foi muito expressivo e, inclusive, algumas montadoras já estão ampliando suas linhas de produção”, explica Airton Evangelista, diretor industrial e comercial da empresa. “A Takata Petri está totalmente preparada para acompanhar esse crescimento de 10% na demanda. No mercado de volantes de direção, nós temos uma força muito grande já que somos a empresa mais antiga do Brasil.”
A Takata Petri se instalou em São Bernardo em 1959, para atender à Volkswagen. Depois, em 1973, se mudou para Jundiaí, no interior de São Paulo, e agora está ampliando suas instalações com vistas a acompanhar o crescimento da demanda. Além de volantes, a empresa também é líder nacional na fabricação de módulos air-bags e tem participação crescente na fabricação de cintos de segurança.
Segundo Airton Evangelista, os volantes fabricados pela Takata Petri têm dois conceitos estruturais: o tradicional, que utiliza aço e alumínio, utilizado na grande maioria dos veículos nacionais, e outro, feito em liga de magnésio, amplamente adotado na Europa. Ele esclarece que os volantes de magnésio oferecem a vantagem de serem mais leves, mas, nos últimos anos, em função do aumento no preço da matéria-prima, têm-se tornado significativamente mais caros. “Na Europa, dificilmente se encontra um volante feito em aço, mas no Brasil este conceito ainda prevalece. Os modelos de automóveis mais vendidos no mercado brasileiro utilizam volantes feitos com aço e alumínio. A tendência no Brasil é de que a demanda desse tipo de volante continue crescendo, principalmente por causa da absurda elevação do preço do magnésio. Nós temos proposto fornecer volante de aço e alumínio inclusive para modelos que foram desenvolvidos originalmente com volantes de magnésio.”
O diretor industrial e comercial da Takata Petri frisa, porém, que o uso de magnésio ou alumínio e aço não implica nenhuma diferença na qualidade dos volantes. “O volante de magnésio é tão resistente quanto o de alumínio e aço; o magnésio é apenas mais maleável do que o aço. Se o preço dos insumos se inverter ou se houver uma exigência técnica de alguma montadora, nós estamos preparados para aumentar nossa produção de volantes de magnésio.”
Além de atender a 82% da demanda nacional, a Takata também tem exportado os volantes que produz há quase 50 anos, principalmente para África do Sul e os Estados Unidos, mas, nos últimos anos, essas exportações têm sido reduzidas em função da desvalorização cambial do dólar. “Nós estamos exportando também para a Tailândia, mas quando fechamos esses contratos, o dólar estava entre R$ 2,50 e R$ 3,00. Com o dólar a R$ 1,80, nós fomos obrigados a suspender essas exportações, mas estamos preparados para reativá-las quando o câmbio for novamente favorável”, completa Airton Evangelista. •
www.takata.com.br